quinta-feira, 28 de agosto de 2014

GATO BRANCO É SURDO? GATO TRICOLOR É FÊMEA? VEJA MITOS E VERDADES SOBRE GATOS

Fonte: Myrela Moura - Diario de Pernambuco

Existem algumas crenças populares em relação às características físicas dos gatos. Abaixo, desvendamos alguns mitos em relação às curiosidades genéticas dos gatinhos.

Gatos de três cores são fêmeas
Quase sempre. Muito se diz sobre a identificação do sexo dos gatos a partir da cor e características da sua pelagem. A doutora em genética e biologia da UFRPE, Maria Mascena de Diniz, explicou que, na prática, os tricolores são fêmeas. “Isso é certo em 99% dos casos, já que a presença de três cores em gatos machos só ocorre caso haja uma anomalia cromossômica”, explica. Isso ocorre porque a cor da pelagem dos gatos é herdada dos pais do animal. 

No caso das gatas, ter três cores ocorrerá quando ela possuir um cromossomo X com o gene para amarelo/marrom (ou tons intermediários), o outro X com o gene para preto e o gene autossômico dominante para branco. Em relação aos machos, para ele ser tricolor, precisaria ter também dois cromossomos X (como as fêmeas) e a contribuição do gene para cor branca que está no cromossomo autossômico, além do cromossomo Y, que o torna do sexo masculino, porém devido ser resultado de uma aberração cromossômica, o gato tricolor (XXY) é estéril.
Gatos amarelos são machos
Não necessariamente. Como a cor amarela/marrom está condicionada a um gene dominante presente no cromossomo X, os gatos machos que só possuem um cromossomo X (XY), serão amarelos se apresentarem o gene para amarelo e o gene autossômico for suprimido (característica comum nos gatos “romanos” laranjas (gatos amarelos). Enquanto as gatas precisam apresentar nas duas cópias do cromossomo X o gene para cor amarela/marrom e suprimir o gene para a cor branca que está no cromossomo autossômico. Por isso, estatisticamente, existe uma fêmea amarela para cada três machos amarelos.
Gatos brancos são surdos
Não. O albinismo, ausência de pigmentação na pelagem, olhos e cabelos, resulta de um bloqueio na produção de melanina (pigmento escuro responsável pela cores presentes na pelagem). Os gatos albinos não necessariamente são surdos, uma vez que, a falta de pigmentos não estaria relacionada diretamente com problemas da audição. Provavelmente, gatos brancos (não albínicos) portadores da síndrome de Waardenburg, que normalmente são surdos, podem ser confundidos com gatos albinos. Normalmente gatos albinos apresentam olhos de cores vermelhas devido à falta de pigmentação, enquanto gatos brancos apresentam olhos pigmentados. 
Gatos com olhos de cores diferentes são surdos
Não. Felinos com olhos de cor diferente têm uma anomalia chamada de heterocromia que pode atingir homens, cães, gatos e cavalos. Gatos domésticos com esta característica recebem a denominação de gato de olho ímpar. Apesar de ter o componente genético envolvido, outros fatores podem concorrer para a heterocromia, como glaucoma, síndrome de Waardenburg, síndrome de Claude-Bernard-Horner e ainda traumatismos que podem ocasionar lesões. 

Comumente se ouve dizer que gatos brancos são surdos, especialmente, se são brancos de um ou par de olhos azuis. Entretanto, a surdez pode ocorrer, não devido a cor do olho, mas, a uma alteração no gene da cor branca que pode estar associada à síndrome de Waardenburg. Nem todos os gatos brancos de apenas um ou par de olhos azuis são surdos porque a variação de cor pode ser apenas uma heterocromia.

Fontes: 
Maria de Mascena Diniz Maia
Professora Doutora do Departamento de Biologia/Genética – Universidade Federal Rural de Pernambuco

Hildson Dornelas Angelo da Silva
Professor Mestre do Instituto Federal de Pernambuco – IFPE campus Garanhuns

Paulo Roberto Eleutério de Souza
Professor Doutor do Departamento de Biologia/Genética – Universidade Federal Rural de Pernambuco

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ANIMAIS NÃO SERÃO MAIS RETIRADOS DO PARQUE 13 DE MAIO

Ministério Público de Pernambuco mudou de ideia após laudo do Ibama afirmar que bichos são bem cuidado

 

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

 

 

Os 65 animais silvestres que vivem no Parque 13 de Maio não terão mais que deixar o espaço, como havia sido decidido em abril deste ano. O promotor do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Ricardo Coelho, voltou atrás da decisão após o Ibama ter vistoriado o minizoológico e concluído que os bichos estão “bem cuidados e adaptados”. Mesmo assim, as jaulas terão que ser ampliadas e passar por melhorias para garantir a permanência dos animais. As reformas devem ser realizadas pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), responsável pela administração do parque.
Além do Ibama, o promotor ouviu a veterinária dos animais e membros da Emlurb, da Secretaria municipal de Meio Ambiente e da sociedade civil para avaliar novamente o tema. “Todos foram favoráveis à permanência, por que o MPPE seria contra? Só me curvei à vontade desses órgãos, que fizeram vistorias minuciosas no local”, falou. O Ministério Público também realizou uma inspeção e o próprio Coelho visitou o parque no domingo passado. “Só tive boas impressões”, garantiu.
A discussão sobre a manutenção do minizoo veio à tona em fevereiro, com a criação de uma petição online que pedia a desativação do espaço. A iniciativa foi tomada pelo dramaturgo e cinegrafista Felipe Peres Calheiros, que é contra o confinamento de animais. Outros ativistas lembraram que em 2012 foi criado uma lei estadual que proíbe a permanência de bichos silvestres em parques e praças públicas.
O assunto ganhou repercussão e foi tema de audiência pública em abril. Na ocasião, o próprio promotor Ricardo Coelho pediu a retirada dos animais dentro de seis meses, alegando que o parque não tinha licença para manter o minizoo. Agora que desistiu da decisão, impôs como condição para a manutenção do espaço o cadastro de todos os animais no Ibama. O serviço deve ser realizado pela Emlurb, que também precisa apresentar um plano de reformas do espaço nos próximos 15 dias.

Fonte: Jconline Leia mais na edição do Jornal do Commercio desta quinta-feira (21).