quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

BANHOS DE PISCINA E MAR PODEM CAUSAR PROBLEMAS AOS OUVIDOS DOS CACHORROS

Cães com orelhas em pé ou muito caídas correm mais riscos de desenvolver doenças


O cão Ben-Hur passou mais de um mês se tratando de uma otite, por conta dos banhos de piscina. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press


Na estação mais quente do ano os tutores procuram diminuir o calor dos animais frequentando praia, piscina ou aumentando a quantidade de banhos. No entanto, o contato direto com a água, seja por diversão ou higiene, exige alguns cuidados para evitar problemas nos ouvidos. O aumento da umidade nessa região do corpo pode causar inflamações e infecções e por isso exige atenção. 

Dependendo da raça e, principalmente, do tipo das orelhas do cão, a ocorrência de doenças pode ser mais frequente. As que são pêndulas ou caídas apresentam uma tendência para contrair fungos e bactérias nos ouvidos. "Isso porque circula pouco ar na região e suja com mais frequência, em razão do contato mais fácil com o chão, água e alimento", esclarece a veterinária e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Roseana Diniz.

As orelhas longas e com bastante pelo também são mais difíceis de limpar, o que pode trazer prejuízo à saúde do animal. Os principais sintomas apresentados são sacudido de cabeça, dor e coceira, seja com as patas, em paredes ou no chão.

O cão sem raça definida Ben-Hur, de 11 anos, passou um mês se tratando de otite, uma das doenças de ouvido mais frequentes entre os cães. O tutor dele, o advogado Rafael Moraes, 30, conta que percebeu o problema pelo excesso de coceira e aparecimento de secreção e calo de sangue. 

Para ele, o banho de piscina pode ter sido a causa do problema. “Na época que ele teve eu morava em uma casa com piscina e ele frequentava, então pode ser entrado água no ouvido. Ele coçava tanto que às vezes chegava a chorar com dor. Quando foi dado o diagnóstico foi preciso recorrer a três tipos de medicamentos durante um bom tempo”, conta.

Além da medicação, duas vezes por dia era necessário higienizar. Apesar do cuidado, pouco tempo depois a otite atingiu o outro ouvido e foi necessário novo tratamento. Rafael conta que, até então, nunca havia dado muita atenção aos cuidados com os ouvidos de seus cães. “Não me preocupava muito com a limpeza do ouvido deles. Só olhava para ver se tinha carrapato. Mas, depois disso, aprendi e hoje tomo as devidas precauções”, afirma.

Orelha em pé
Já entre os cães com orelha em pé, o risco é a facilidade do contágio, já que o tipo de otite mais frequente é por ácaros. O sintoma é o surgimento de secreções escuras parecidas com borra de café. Mas independentemente da raça, a forma mais eficaz de prevenir é fazendo a higienização correta. Segundo a veterinária, é importante evitar o uso de objetos pontiagudos. “O ideal é utilizar algodão parafinado para retirar as secreções externas sem o uso de líquido, pois existe uma oleosidade natural que facilita a retirada”, explica.

Durante o banho o indicado é manter a proteção com algodão para evitar o contato com a água. Para frequentar praia ou piscinas com segurança existem equipamentos adequados que ajudam a proteger e evitar o excesso de umidade. Caso o animal já apresente problema de ouvido a higiene deve ser adequada, mas depende de cada caso e o mais indicado é procurar um médico veterinário
Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco


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