sábado, 22 de fevereiro de 2014

IDOSO QUE CUIDA DE 65 CACHORROS PEDE AJUDA PARA CONSTRUIR CANIL

Seu Severino mantém dois abrigos com 65 animais ao todo. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press
Há cerca de 10 anos Severino Chaves, aposentado de 75 anos, tem dedicado sua vida à causa animal. Ele cuida de cachorros de rua e os resgata de situações de risco colocando-os em um abrigo, improvisado ao lado de um muro de uma empresa, no bairro da Imbiribeira. O abrigo é uma extensão de um outro canil  que ele mantém, no mesmo bairro, e que não teve como suportar mais animais.

Mesmo seu Severino estando no local há seis anos, a empresa deu um ultimato: o prazo de um mês para que Seu Severino deixe o espaço. Agora, ele tenta arrecadar dinheiro para a compra de um terreno onde pretende construir um canil regularizado. Ao todo, existem 65 cães que ficam aos seus cuidados.


No abrigo ameaçado de despejo vivem cerca de 30 cachorros e é tudo bem simples. Os animais são colocados em casinhas ou embaixo de plataformas feitas com pedaços de madeira e sucata ao longo da rua. Cada um foi batizado com um nome escolhido pelo próprio Severino. Todos são presos por coleiras, até mesmo os filhotes, e têm horários certos para serem soltos. Um potinho de comida e água é visto ao lado dos animais que demonstram muito carinho pelo “avô”, como o próprio se diz. “Muitos chegam aqui depressivos, tristes e basta dar carinho que isso muda”, afirmou seu Severino. De acordo com ele, o local tem se tornado área de desova de cachorros que são abandonados frequentemente.

Sonho de um terreno próprio

Como o local é na rua, fica difícil manter a higiene. Muitos cachorros chegam doentes e o risco de contaminação aumenta com a precariedade das condições. O aposentado fica triste, mas tenta fazer o melhor que pode. Depois de vacinar e alimentar os animais, ele procura um dono para adoção e conta com a ajuda financeira e participativa de colaboradores e moradores do bairro, solidários com a situação. “Muitas vezes ele compra medicamentos para os animais tirando o dinheiro da própria aposentadoria. Não ganhamos nada com isso, fazemos por amor”, disse a voluntária Evanise Dourado.

Seu Severino recebeu um ultimato para deixar abrigo improvisado ao lado de empresa na Imbiribeira. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press


A protetora Evanise, conhecida como dona Eva, é uma das mais atuantes no trabalho. “O nosso foco é resgate, castração, controle de doenças e adoção”, explicou. Os colaboradores fazem feiras de adoção e divulgam o evento através das redes sociais. Eles já conseguiram castrar 76 cadelas ao longo do tempo. “Temos muitos animais que foram, além de abandonados, maltratados. Cachorros cegos e deficientes, que, infelizmente, as pessoas não têm interesse em adotar”, lamentou a protetora. 

Para arrecadar dinheiro para a compra de um terreno próprio, colaboradores do abrigo realizam bazares com vendas de camisetas, DVDs, roupas, sapatos e objetos de decoração. O sonho deles é fazer um canil com todas as condições adequadas. “Arrecadamos cerca de R$ 10 mil, mas ainda estamos à procura de um terreno na área em que aceitem esse valor”, explicou dona Eva. O próximo bazar acontece neste sábado, de 9h às 16h, na Praça de Eventos da Lagoa do Araçá. 

Vaquinha na web
Na internet existe uma vaquinha onde cada pessoa pode fazer uma doação para ajudar na compra do terreno . O objetivo é atingir R$ 15 mil. Mais informações:http://www10.vakinha.com.br/VaquinhaE.aspx?e=243476
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Fonte: Myrela Moura - Diario de Pernambuco

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

BANHOS DE PISCINA E MAR PODEM CAUSAR PROBLEMAS AOS OUVIDOS DOS CACHORROS

Cães com orelhas em pé ou muito caídas correm mais riscos de desenvolver doenças


O cão Ben-Hur passou mais de um mês se tratando de uma otite, por conta dos banhos de piscina. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press


Na estação mais quente do ano os tutores procuram diminuir o calor dos animais frequentando praia, piscina ou aumentando a quantidade de banhos. No entanto, o contato direto com a água, seja por diversão ou higiene, exige alguns cuidados para evitar problemas nos ouvidos. O aumento da umidade nessa região do corpo pode causar inflamações e infecções e por isso exige atenção. 

Dependendo da raça e, principalmente, do tipo das orelhas do cão, a ocorrência de doenças pode ser mais frequente. As que são pêndulas ou caídas apresentam uma tendência para contrair fungos e bactérias nos ouvidos. "Isso porque circula pouco ar na região e suja com mais frequência, em razão do contato mais fácil com o chão, água e alimento", esclarece a veterinária e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Roseana Diniz.

As orelhas longas e com bastante pelo também são mais difíceis de limpar, o que pode trazer prejuízo à saúde do animal. Os principais sintomas apresentados são sacudido de cabeça, dor e coceira, seja com as patas, em paredes ou no chão.

O cão sem raça definida Ben-Hur, de 11 anos, passou um mês se tratando de otite, uma das doenças de ouvido mais frequentes entre os cães. O tutor dele, o advogado Rafael Moraes, 30, conta que percebeu o problema pelo excesso de coceira e aparecimento de secreção e calo de sangue. 

Para ele, o banho de piscina pode ter sido a causa do problema. “Na época que ele teve eu morava em uma casa com piscina e ele frequentava, então pode ser entrado água no ouvido. Ele coçava tanto que às vezes chegava a chorar com dor. Quando foi dado o diagnóstico foi preciso recorrer a três tipos de medicamentos durante um bom tempo”, conta.

Além da medicação, duas vezes por dia era necessário higienizar. Apesar do cuidado, pouco tempo depois a otite atingiu o outro ouvido e foi necessário novo tratamento. Rafael conta que, até então, nunca havia dado muita atenção aos cuidados com os ouvidos de seus cães. “Não me preocupava muito com a limpeza do ouvido deles. Só olhava para ver se tinha carrapato. Mas, depois disso, aprendi e hoje tomo as devidas precauções”, afirma.

Orelha em pé
Já entre os cães com orelha em pé, o risco é a facilidade do contágio, já que o tipo de otite mais frequente é por ácaros. O sintoma é o surgimento de secreções escuras parecidas com borra de café. Mas independentemente da raça, a forma mais eficaz de prevenir é fazendo a higienização correta. Segundo a veterinária, é importante evitar o uso de objetos pontiagudos. “O ideal é utilizar algodão parafinado para retirar as secreções externas sem o uso de líquido, pois existe uma oleosidade natural que facilita a retirada”, explica.

Durante o banho o indicado é manter a proteção com algodão para evitar o contato com a água. Para frequentar praia ou piscinas com segurança existem equipamentos adequados que ajudam a proteger e evitar o excesso de umidade. Caso o animal já apresente problema de ouvido a higiene deve ser adequada, mas depende de cada caso e o mais indicado é procurar um médico veterinário
Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

HOMEM FRANCÊS É CONDENADO A UM ANO DE PRISÃO POR MALTRATAR GATO

Gato Oscar recebendo cuidados após ter sido jogado várias vezes para cima por um jovem condenado a um ano de prisão por crueldade contra os animais. Foto: Stringer/AFP


Um francês foi condenado ontem a um ano de prisão por ter agredido um gato. Farid Ghilas, de 24 anos, filmou a ação e postou o vídeo em sua página no Facebook, que foi amplamente compartilhada. As imagens mostram Farid arremessando o gato Oscar, de cinco meses, para o alto. O animal está vivo, mas quebrou um das patas. Oscar foi levado para um centro veterinário onde está recebendo cuidados.

Segundo o jornal francês Le Monde, o vídeo gerou uma petição de mais de 100.000 assinaturas. Farid foi denunciado por diversas associações de defesa de animais. As autoridades ainda buscam a pessoa que teria filmado a ação. Segundo o código penal francês, cometer um ato de crueldade contra um animal doméstico leva a até dois anos de prisão, além de multa de € 30 mil.

No caso de Farid, a pena que a Procuradoria de Marselha solicitou foi de um ano de prisão e a proibição de ter 
animais de estimação no futuro.
Fonte: Diário de Pernambuco