domingo, 26 de janeiro de 2014

CIDADE DE IPOJUCA (PE) PÕE CHIPS EM ANIMAIS DE RUA


Cães e gatos são resgatados e levados à ONG enquanto não conseguem um lar. Foto: Danilo Luiz/SECOM


O município de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, sai na frente com um programa de retirada das ruas de cães e gatos. Dos cerca de 8 mil cachorros e 4 mil felinos existentes na cidade, 10% estão em situação de abandono, segundo estimativa da prefeitura. A maioria está nas ruas, espaços públicos e até residências de Maracaípe e Porto de Galinhas. Um risco tanto para eles, que podem ser atropelados ou sofrerem agressões, como para a população, que pode contrair doenças transmitidas por eles. O Programa Animal Amigo, criado na semana passada pelo executivo, pode reverter a situação. Pelo projeto, cães e gatos são resgatados desses lugares. A ação é feita de uma forma mais humanizada, através da aproximação e ganho da confiança do bicho. Até o momento mais de 20 animais já foram recolhidos. O programa tem capacidade de apreender 170. Depois de tratados e cuidados, eles estão sendo microchipados e colocados para adoção.

Dessa maneira, a prefeitura poderá acompanhar o deslocamento dos cães e gatos e ter o registro das condições em que eles se encontram. O microchip é um recurso altamente valorizado pelos defensores dos animais. De acordo com a secretária municipal de Saúde, Zelma Pêssoa, as ações de resgate são programadas, feitas quando há queixas e denúncias da população. Ela explica que a equipe, formada por um técnico veterinário e três técnicos em vigilância sanitária, foi preparada para um novo tipo de abordagem ao animal.

“É um recolhimento humanizado onde são utilizadas iscas. É uma abordagem mais delicada, com menos agressividade. Dessa forma o animal não sofre estresse nem tem o risco de agressão ao profissional. Trabalhamos antes de ir para as ruas. Assim, teremos sempre o apoio da população que nos ajudará e não o contrário”, afirmou.

O recolhimento dos animais nas ruas traz ganho também para a população. O contato com as fezes pode transmitir verminoses, bactérias e o chamado bicho geográfico, que é causado por um parasita que vive no intestino dos animais.Os principais sintomas para o humano são falta de apetite, diarreia, dor de cabeça e no corpo, além da febre.


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