quarta-feira, 16 de outubro de 2013

PASSEIO DIÁRIO É ESSENCIAL PARA CÃES E DOGWALKERS PODEM AJUDAR

A caminhada não deve ser anulada por falta de tempo dos donos. O serviço de dogwalker - ou passeador - é opção para famílias sem disponibilidade.
Adriana Mignot fez um curso de dogwalker e transformou favor a amigos em atividade profissional. Foto: Maria Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press



Passear diariamente é essencial para a manutenção do bem-estar dos cãezinhos. A atividade proporciona equilíbrio físico e acalma o animal, principalmente os que vivem em apartamentos ou casas apertados e fechados. Famílias menores, porém, possuem cada vez menos disponibilidade para a prática nas grandes cidades. Na Europa e Estados Unidos, o hobby de passear com cães se tornou profissão já popularizada, conhecida como "dogwalker". Na Argentina, país vizinho, os "paseadores de perros" são requisitados e regulamentados. Já em terras locais, o hábito aos poucos toma ares mais formalizados e por cidades como São Paulo não é incomum a visão de dogwalkers transitando com seus inúmeros clientes.


A necessidade de movimento é comum aos cães, que precisam de exercício físico para aliviar o estresse (assim menos móveis e peças de roupas aparecem danificados pela casa), melhorar a convivência a partir da sociabilização e evitar a obesidade e outros problemas de saúde. A caminhada é um tipo de atividade recomendada a cachorros saudáveis de todas as idades e portes, com ritmo e tempo designado pelas particularidades de casa um. "O passeio é importante para a saúde física e mental do animal", explica a médica veterinária Paola Maciel Martins, da clínica Bicho Mimado. "Cada vez mais as pessoas moram em apartamentos e casa pequenas, trabalham muito e passam o dia inteiro fora. Deixar o animal sozinho e sem exercícios físicos causa estresse e desvios de conduta, como destruição de móveis. Os passeios também ajudam a manter um vínculo afetivo com o dono".



Os sintomas de estresse se manifestam de formas variadas, por isso é importante dar atenção ao comportamento do animal. "O animal pode ficar hiperativo ou completamente apático. Ele de repente pode apresentar aquele latido constante, ficar mordendo e roendo móveis e peças de roupa, mas pode também começar a urinar e defecar em locais que não costuma, ficar quieto e debilitado". Para evitar o comportamento, os passeios diários são essenciais. A veterinária Paola recomenda que elas sejam realizadas antes das 10 da manhã e após às 16h. "O sol também afeta os cães". Se o dia estiver muito quente, os cuidados devem ser redobrados, com procura de áreas com sombra, além de hidratação e pausas periódicas. A vacinação também é importante para evitar verminoses e doenças causadas pelo contato com o ambiente externo e ouros animais.



A veterinária Paola explica que o passeio é essencial, e cita o serviço dos dogwalkers como uma boa opção para famílias que não possuem disponibilidade para se exercitar com o cão. "Essa prática já está presente em algumas grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Curitiba e no Rio de Janeiro. Lá existem empresas especializadas nisso, o que facilita a contratação e a rotina de muita gente". Apesar do passeio não ser praticado com o dono, os resultados são geralmente positivos. "O profissional não apenas leva o cachorro para dar uma volta, ele antes conhece o dono e o cachorro, os hábitos e faz uma avaliação". Paola diz que os passeios podem ser realizados apenas com um cachorro ou com um grupo maior, desde que os animais tenham porte e comportamento parecido. "É preciso também prestar atenção quanto ao condicionamento do animal, começar devagar com passeios mais curtos para aqueles que não estão acostumados com o hábito".



No Recife, a falta de tempo para a prática de exercícios físicos com o animal doméstico já leva algumas pessoas a recorrem a amigos e conhecidos. Foi assim que Adriana Mignot começou a descobrir a ocupação de passeadora. "Gosto muito de cães e tinha vontade de trabalhar com animais. Passeava com o cachorro de amigos e familiares sempre que podia, sem cobrar nada. Foi a sugestão de uma amiga veterinária que me fez pensar em ser dogwalker. Fiz curso de auxiliar de veterinária para aprender mais sobre a área médica e depois fui para São Paulo para um curso específico de dogwalker". O curso consiste em palestras e aulas práticas sobre cidadania, higiene, cuidados médicos básicos e sociabilização. 

Segundo ela, ainda não existem cursos semelhantes em Pernambuco, por isso a ida a outro estado. Mesmo sem cursos, o trabalho é realizado de forma informal pelo Recife. "O curso é como uma referência de que você vai saber tratar aquele animal direito, mas existem passeadores que não se especializaram". Adriana afirma que tem os mesmos cuidados com animais de outras pessoas com os que possui com seu próprio cãozinho, Takka, de 7 anos. "O tratamento é o mesmo. Costumo passear com a Takka todos os dias. Se por acaso não posso passear, já percebo que não faz bem a Takka, que fica olhando pela janela, ansiosa pra sair um pouco de casa". Ela explica que pretende atender em várias partes da cidade e o que o valor e o tempo de cada passeio são discutidos com o dono. "Uma dificuldade que tem no Recife é que não é permitido o passeio com cachorros em parques como a Jaqueira, por exemplo. Por isso as caminhadas são realizadas em praças e calçadas, mas sempre com cuidado com a higiene e saúde dos cães".

Serviço:
Dogwalker Adriana Mignot

Contato: 9904-3599


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