terça-feira, 3 de setembro de 2013

PLANEJAMENTO FINANCEIRO AJUDA A MANTER OS CUSTOS COM OS PETS




 

Jack foi resgatado na rua e precisou de vários remédios e tratamentos, gerando despesas extras para a dona, Camila Mendes. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press

Ter um animal doméstico pode ser uma decisão difícil para muita gente. A vontade de ter a companhia de um gato ou um cãozinho pode esbarrar em diversas questões práticas: há espaço, tempo e dinheiro suficiente? A dinâmica de cada casa e de cada pet responde a todas as questões. O medo dos gastos financeiros afasta possíveis donos, mas com um pouco de planejameno prévio é possível controlar e prever a maioria destes custos.

Camila Mendes resolveu adotar um cãozinho através de um grupo do Facebook. Atualmente com três meses, Jack causou despesas extras para a dona. "Acharam ele e mais 5 filhotes dentro de uma caixa no estacionamento de um supermercado e divulgaram no grupo. Quando eu peguei ele, levei no veterinário. Ele estava bem doente, com anemia. Aí gastei cerca de 230 reais em remédios". A adoção é defendida como uma das melhores formas de adquirir um animal. Ao escolher essa opção, o dono deve estar ciente dos cuidados necessários. É preciso ir ao veterinário, verificar a existência de doenças, tratá-las se necessário e descobrir quais as pendentes.

Para a dona, que durante a infância teve outro cachorro, o gasto foi surpreendente. "Eu não esperava ter que gastar tanto em remédios! Eu sabia que teria gastos com as vacinas e consultas, mas os medicamentos fugiram um pouco do que eu planejei", explica. Camila conta que divide os cuidados e as despesas de Jack com o irmão e o namorado, que participaram da decisão para a adoção. Apesar do custo, para Camila a adoção de Jack valeu a pena. "Não me arrependo em momento nenhum em ter adotado ele! Ele mudou meu dia a dia totalmente, tenho um carinho imenso por ele".

A especialista em economia doméstica e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Maria de Fátima Massena, explica que todas as despesas do orçamento devem ser planejadas. "É preciso pensar em todos os aspectos, lembrar que todos eles têm custo. Alimentação, saúde, banho, tosa", enumera. "A existência do animal é um custo financeiro". A alimentação do animal pode variar de acordo com seu tipo e tamanho: animais de grande porte costumam precisar de mais alimentos; animais com problemas de saúde também precisam de ração especial, que custam mais.

Os gastos com veterinário são rotineiros, devido à necessidade de consultas periódicas. É preciso ainda lembrar que além dessas consultas, há a possibilidade do animal precisar de tratamento especial devido a doença ou problemas inesperados. "Nesse caso, a saída para economizar é buscar serviços de saúde pública. Nem sempre é possível e nem sempre há essa disponibilidade, mas existem locais para buscar esse tratamento gratuitamente. Em centros universitários, por exemplo, é possível encontrar vacinas e tratamentos para determinadas necessidades". Além das consultas, medicamentos podem encarecer as despesas mensais da família com animais. Quando necessário, remédios para prevenção de pulgas, por exemplo, podem custar cerca de R$50 mensais.

Aos donos que possuem tempo livre, a dica para economizar nos custos é dar preferência para o banho e tosa feitos em casa. A pesquisa por preços dos serviços em variadas localidades também aumenta a chance de um bom negócio. "As famílias precisam saber se têm condições financeiras de incluir um animal na rotina. Os gastos do orçamento devem ser estudados e organizados para evitar problemas".

Fonte:

Laís Araújo - Diario de Pernambuco



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