terça-feira, 25 de junho de 2013

DICAS E CUIDADOS NA HORA DO PASSEIO COM OS CÃES




A administradora Simone Foggi, 33 anos, leva Mel, uma Golden Retriver de 4 anos, para passear três vezes por dia. Foto: Mariana Fabrício/DP/D.A Press

Ter um animal de estimação vai além dos cuidados e da responsabilidade. Muitos tutores veem nos pets verdadeiras companhias. E um momento em que se pode desfrutar da presença de um animal é em uma caminhada, que também pode trazer benefício para a saúde de ambos. No Recife, mesmo que alguns locais públicos não permitam a entrada dos bichos, existem outros ambientes ao ar livre para fazer um passeio sem restrições.

Nas praias, apenas o calçadão é liberado e o acesso dos animais à faixa de areia é proibida por lei. Nos parques a entrada também é restrita, como no 13 de Maio e na Jaqueira, onde a entrada é proibida. Já no parque Dona Lindu, em Boa Viagem, a restrição é apenas na parte da frente, onde ficam localizados o teatro e a galeria.

De acordo com o secretário do Direito dos Animais, Rodrigo Vidal, a Prefeitura do Recife está estudando a criação de locais específicos onde os animais são bem-vindos. “É importante a presença de parques e praças reservados para esse fim. Estamos trabalhando junto a Secretaria de Turismo para realizarmos o projeto”, conta.

Com a proibição, restam as praças como espaço de lazer dos tutores na companhia de seu pet. A assistente social Lúcia Freire, de 45 anos, costuma ir à Praça Elvira de Souza, localizada no bairro da Jaqueira e acredita que o Recife precisa de mais espaços do tipo. “Aqui deveria ter mais áreas como essa. É importante um local bem cuidado e seguro para fazer um passeio. Venho aqui porque fica próximo da minha casa”, conta.

Lúcia costuma passear duas vezes por dia com Rage, um Fox Paulistinha de três anos e diz que ele sente falta sempre que não pode fazer o passeio. “Todos os dias venho de manhã, às dez horas e a tarde às três. E nos dois horários ele fica na porta esperando para sair. Percebo que faz muito bem a ele, até porque estou achando ele um pouco gordinho”, brinca.

Já a administradora Simone Foggi, 33 anos, prefere a Praça Professor Fleming, localizada também no bairro da Jaqueira. Ela afirma que ao sair com Mel, uma Golden Retriver de 4 anos, se preocupa sempre em levar um saquinho. “Desde os três meses que a tenho e a condicionei a caminhar todos os dias e fazer suas necessidades na rua. Então venho três vezes ao dia e sempre trago uma sacolinha ou jornal para recolher. Essa praça é bastante limpa e muito bonita, então é importante preservar”,afirma.

De acordo com o veterinário do Hospital Harmonia, Ricardo Ferraz, para garantir um passeio tranquilo que faça bem ao animal, é preciso estar atento ao perfil dele. “Se o cachorro é acostumado a se exercitar, é um atleta, a caminhada pode ser mais longa. Mas em casos de obesidade, cardiopatia ou se for idoso, é importante não forçar”, explica.

Para garantir a segurança do passeio os tutores de cão de grande porte devem estar atentos ao uso da focinheira. “Cães como o Fila Brasileiro, por exemplo, devem, por lei, caminhar com essa proteção”. Para donos de fêmeas, é indicado o uso de calcinha no período do cio.

Como forma de prevenção a possíveis contaminações, o cachorro deve sair protegido. “Como a maioria leva a locais públicos, o animal deve estar vermifugado e ter tomado medicação carrapaticida e as vacinas necessárias, inclusive contra raiva. Existem alguns sapatinhos que protegem da lama e, em caso de tempo muito frio, é indicado o uso de roupinhas”. A atenção vale para também filhotes, que devem sair de casa após os três meses, período em que já tomou as injeções necessárias.

Dependendo do tempo de duração do passeio, o tutor pode levar água para evitar o cansaço ou um petisco. Segundo Ricardo, existem garrafas específicas que atende a essa necessidade. Outra indicação é evitar o sol forte, aproveitando os horários da manhã até as dez horas e o fim da tarde. Um sinal de que é hora de parar é quando o cão se nega a continuar a caminhada, nesse momento não se deve usar a força.

Fonte:

Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco

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