domingo, 7 de abril de 2013

ABRIGO EM RECIFE PRECISA DE AJUDA PARA CUIDAR DE MAIS DE 72 CÃES


Abrigo Dona Dôra conta, atualmente,  com 72 cães e precisa de doações urgentes de alimento e material de limpeza e higiene para os animais. Foto: Mariana Fabrício/Esp. DP/D.A Press

Há 52 anos a aposentada Maria Auxiliadora Florenço, 60 anos, se dedica a abrigar, alimentar e cuidar dos cães que encontra abandonados na rua ou que recebe de proprietários que desistem de criá-los. Uma prática que mantém desde criança e que fez surgir o Abrigo Dona Dôra, atualmente com 72 cães. Com uma grande quantidade de animais, a situação fugiu de seu controle. Sem condições para mantê-los, Auxiliadora foi acusada de maus tratos e vítima de golpes feitos através do nome de seu abrigo.

Com formação em pedagogia e geografia, Dona Dôra, como é conhecida, dedica a maior parte do seu salário e do seu tempo para manter os cachorros no pequeno abrigo localizado na Muribeca, Jaboatão dos Guararapes. Entre as necessidades mais imediatas estão alimento, medicamentos e materiais de limpeza para os cães.


A aposentada conta que muitos animais são jogados pelo muro, deixados em sua porta, a maioria velhos ou doentes, permanecendo no abrigo com problemas de saúde por falta de assistência veterinária e aumentando a quantidade de animais que não recebem os cuidados necessários. "As pessoas não têm respeito. Enquanto está novo, tem dono, mas depois é descartado".
Um dos cães abandonados no canil no ano passado foi o pivô das denúncias de que o abrigo estaria mal tratando os animais. Um cachorro sem raça definida, apelidado de Fenix chegou fraco e doente ao local e chamou atenção das pessoas que visitavam o abrigo. "Quem ia visitar e fazer doações passou a divulgar que Dona Dora não cuidava dos animais", conta a agente de viagem Regiane Bassani, 60 anos, voluntária.

A denúncia de abandono logo circulou pela internet através de e-mails e campanhas nas redes sociais, se tornando o motivo para que algumas pessoas aproveitassem a causa para receber doações que nunca chegariam até Maria Auxiliadora. "As pessoas iam no abrigo, faziam fotos, vídeos e divulgavam que ele estava abandonado, mas ele nunca esteve. Se aproveitando da causa, surgiram várias contas para doações que o abrigo nunca recebeu", explica Irene Nobre, advogada da dona do abrigo.


Ao saber das denúncias, um grupo de cinco pessoas resolveu se mobilizar para contar a verdadeira história e tentar mudar a situação em que ele se encontrava. Surgiu então o grupo no Facebook GoPet, que tem o objetivo de tornar o abrigo um lugar melhor. "O objetivo do grupo não é apenas ajudar, mas sim transformar o abrigo. Ele precisa de um suporte, de ajuda permanente", conta a autônoma Juliane Moraes, 28 anos, que faz parte da campanha.


Criado em março, o Gopet já conta com mais de 1500 participantes. Além dos telefones das organizadoras, são disponibilizados seis postos de doações e uma única conta para depósito foi criada para evitar novos golpes. Mas mesmo com a mobilização, o abrigo ainda busca ajuda, principalmente do poder público. "Esse é um trabalho que deveria ser do estado, já que os animais são de responsabilidade dele. Já fomos na Prefeitura pedir ajudar, mas nada foi
  feito",afirma a professora Antonieta Alves, 60, colaboradora do GoPet.

Procurado pela equipe do Pernambuco.com, o secretário executivo da Secretaria de Meio Ambiente de Jaboatão dos Guararapes, Vavá Rufino, afirmou que iniciará na próxima semana um trabalho de "conhecimento dos abrigos". "Junto com alguns militantes da causa e uma equipe de assistente social e representantes das secretarias de Saúde e do Meio Ambiente iremos averiguar a situação dos abrigos de Jaboatão. A prefeitura pretende estruturar uma política para os animais abandonados nas ruas e também implantar um programa de esterilização".

fonte:diario de pernambuco

Para ajudar o abrigo:

https://www.facebook.com/groups/grupoGoPet/?fref=ts  Ou por e-mail: contato@gopetoficial.com

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