terça-feira, 31 de agosto de 2010

LEI DA CADEIRINHA ENTRA EM VIGOR A PARTIR DE AMANHÃ


A partir desta quarta-feira, dia 1º de setembro, entra em vigor a lei que exige o uso de cadeirinhas adequadas à idade das crianças transportadas em carros.

A lei estabelece que recém-nascidos com até um ano de idade sejam transportados no bebê-conforto. De um a quatro anos, as crianças devem viajar em cadeirinhas. Entre quatro e sete anos e meio, o ideal é que utilizem o booster -elevação de assento. Crianças de sete anos e meio a dez anos devem viajar somente no banco traseiro usando o cinto de segurança.

. As pessoas que não cumprirem a determinação estão cometendo uma inflação gravíssima, passivas a perderem sete pontos na carteira e pagarem uma multa de R$ 191, 54, com a retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

Apesar da rigidez da lei, alguns veículos estão dispensados do uso da cadeirinha, são eles: Os transportes coletivos, táxis, veículos de alugueis, escolares e todos aqueles que o peso bruto total pese 3,5 toneladas.

O Contram estará regulamentando uma nova resolução para tornar obrigatório o uso das cadeirinhas pelo menos nas vans escolares.

O Ministério Público Federal instaurou um inquérito para apurar o motivo da exclusão de transportes coletivos -como ônibus e vans escolares- da lei que obriga o transporte de crianças em cadeirinhas adequadas de acordo com a idade.

Fonte:Cada Minuto

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

TIRIRICA, O PALHAÇO DE TODOS NÓS

O vídeo de propaganda eleitoral do candidato a deputado federal Tiririca é a coqueluche do momento no You Tube. Pergunto eu: você acha que o que ele diz na sua propaganda está errado ? Eu, particularmente, acho que não. “Vote em Tiririca...pior que está, não fica.” Tá certo. Nós também somos os palhaços, a única diferença é que somos palhaços de cara limpa. Para quem não teve a oportunidade de assistir a propaganda do Tiririca, que já alcançou 2.211.375 exibições até hoje, é só clicar no vídeo acima e rir à vontade (pelo menos isso ele faz, sem prometer).

sábado, 28 de agosto de 2010

TUNEL DO TEMPO


Escolhi este título para relembrar, com fotografias, os bons momentos que vivi nas emissoras que trabalhei. A série, sei que muitos dos meus amigos assistiram. Era um sucesso naquela época. E para iniciar a minha série de “Tunel do Tempo”, escolhi o ano de 1975, para  ser mais preciso, 11 de maio de 1975 – Domingo, Dia das Mães. A foto me foi enviada pelo amigo Luis Carlos Reis. Era dia da   Caravana da Felicidade, uma promoção vitoriosa da Rádio Gazeta de Alagoas, que premiava as mães que participavam, enviando cartas. A Caravana ia para as ruas e os sorteios eram realizados no estúdio, na Rua do Comércio. Este flagrante marca a entrega de um dos inúmeros e valiosos prêmios oferecidos pelo comércio de Maceió. Na foto o meu companheiro Waldemir Rodrigues, à época, assistente da direção de programação, cargo que era por mim ocupado e Abílio Dantas da direção da Rádio Gazeta,além da ouvinte premiada e sua família. Registrada, pois, a nossa primeira viagem ao “Túnel do Tempo”...Vem mais por aí. É só aguardar...


VIVER OU JUNTAR DINHEIRO ?

Há determinadas mensagens que, de tão interessantes, não precisam nem sequer de comentários. Como esta, que recebi certa vez:


" Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na conta bancária. É claro que não tenho esse dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre.

Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida". (Max Gehringer)

Enviado por meu sobrinho Lusano Cavalcanti

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

NOSSOS DIAS EM PONTA VERDE

Farol da Ponta Verde
Escolhi, para ilustrar o meu blog, algumas fotos da belíssima praia de Ponta Verde, em Maceió. Foi exatamente por ali que morei com minha família, nos anos 80, quando trabalhava na Rádio Difusora. Eu, Zilma, minha esposa, juntamente com David e Diego, este nascido, para meu orgulho, em Maceió, a cidade sorriso. Era por ali, onde se encontra o farol (foto), com o mar seco, que os meninos ficavam passeando, olhando e brincando com os peixinhos coloridos que se agrupavam nas poças do mar...Era naquela praia que os meninos se esbaldavam no mar para depois curtirmos, geralmente numa manhã ensolarada, algumas horas  no Iate Clube Pajuçara, na época do meu saudoso e querido amigo presidente Luis Vasconcelos. Ficávamos, eu e Zilma, bebendo uma geladinha com tira gosto de bolinhos de bacalhau do restaurante do Alvim, enquanto os garotos davam mergulhos na piscina. Isso até  3 ou 4 horas da tarde. Quando nos mudamos para a Serraria, o passeio fazia uma pausa na Praça do Centenário, onde as crianças continuavam a "farra" nos brinquedos que ali existiam. Era sempre assim, aos domingos e feriados. A volta para casa nos deixava saudade e o desejo de que a semana passasse mais depressa para que pudéssemos desfrutar mais um final de semana de paz e tranquilidade. Algumas vezes, um papo alegre e descontraído com amigos nossos, entre uma cerveja e um bom tira gosto. Por isso gosto sempre de relembrar os bons momentos vividos na minha querida Maceió...E como diz a música, “toda gente que sai de Alagoas, coração deixa em Maceió”. O meu está lá...e espero reencontrá-lo, qualquer dia desses.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

AOS MEUS AMIGOS

Há alguns meses um amigo me deu a sugestão: “Por que você não lança o seu blog ?”. Respondi que ainda não era tempo para isso. Tinha muito a aprender ainda na informática para assumir um compromisso desse porte. Hoje, depois de muito analisar e conhecer alguma coisa de informática, já que estou fazendo a manutenção do blog do PDT/Recife, resolvi lançar o meu blog. Um blog simples, onde eu possa falar da minha família, dos meus amigos, fazer meus comentários, expor fotos de parentes e amigos, voltar ao passado para falar exclusivamente do meu tempo de rádio e outras coisas mais. Foi aí que o meu amigo Pedro Macedo entrou na área e, ao meu pedido, deu a sugestão para o título do blog: DE TUDO UM POUCO. Achei legal e prontamente concordei com o meu ex-diretor. Obrigado, mestre Pedro. Bom, faltava alguém para preparar o blog. No PDT, onde estou secretariando a municipal Recife, falei com outro amigo, o jovem jornalista Denilde Marques, responsável pela confecção e manutenção do blog do PDT/PE. Ele se colocou imediatamente à minha disposição e fez o esboço do que poderia ser o meu blog. Obrigadão a você também, Denilde. Pronto !!! Acaba de nascer o “DE TUDO UM POUCO”, o blog do Rômulo Uchôa. Aceitam-se críticas e sugestões. É só enviá-las para o meu e-mail.

Me formei em solidão

Texto de:

José Antônio Oliveira de Resende

Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei.

“Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...

Que saudade do compadre e da comadre!